Pais brancos com filhos negros relatam preconceito


Regiane Soares
do Agora
Os comentários racistas feitos pela internet contra a menina Titi, 2 anos, filha do casal de atores Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank, são comuns em outras famílias brancas que adotam crianças negras.
Segundo especialistas, a adoção inter-racial vem crescendo no Brasil nos últimos anos, mas ainda é alvo de preconceito.
A tecnóloga em sistemas biomédicos Rita de Cássia Cação Lari, 40 anos, e o marido, o professor José Otávio Lari, 45 anos, viveram algumas experiências de preconceito racial com o filho Cauã, 10 anos.
Negro, o menino foi adotado pelo casal quando tinha seis meses.
O casal também adotou Gabriel, 8 anos, branco.
"Sempre quis ter um menino pretinho. Até namorei negros, mas não deu certo e meu marido é branco. Quando decidimos adotar, estávamos certos que a cor não era um problema", afirmou Rita.

A tecnóloga ressalta que o preconceito contra sua adoção é velado e se apresenta nos detalhes, como nos olhares na rua ou nas perguntas ("por que está adotando um negro?"), que eram feitas com frequência. 

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