'Somos pais, ele só ainda não está com a gente', diz futura mãe adotiva

Famílias do Sul do Rio de Janeiro falaram da espera por seus filhos. Grupo de adoção auxilia na comunicação entre o abrigo e os pais.



Ansiedade, angústia, espera. Esses são os sentimentos de muitas mães durante a gravidez. Na gestação, esse tempo é determinado. São nove meses contados por semanas que demoram a passar. Para as chamadas mães do coração, o relógio funciona um pouco diferente. A espera para o encontro do filho passa a ser maior, indeterminada. Tanto para os pais, quanto para as crianças que vivem nos abrigos.

A preferência é por recém-nascidos, o que gera um aumento na fila de adoção. "Não chamamos mais de adoção tardia, e sim, adoção necessária. São muitas crianças de 7, 8 e 12 anos. Percebo que as pessoas têm aberto o coração para acolher. Porque elas completam 18 anos e precisam ir embora. Então precisamos de pessoas que queiram adotar crianças e adolescentes", relata a coordenadora do Grupo de Apoio à Adoção de Barra Mansa (GAABM), Marcília Leite Arantes.

O grupo de Barra Mansa é responsável por ajudar os pais que estão na fila de espera, para os que já adotaram, para as gestantes que não estão preparadas para ser mães, e para os que apoiam a ideia. As reuniões são mensais, todo quarto sábado do mês, às 16h, na Paróquia Santo Antônio, no bairro Saudade.

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