Sintomas da Adoção Tardia e Adaptação pela Psicóloga Heloisa Sampaio


Crianças que permaneceram em abrigo por um longo período e foram adotadas tardiamente exigem uma maior atenção na fase de ajustamento/adaptação à sua família. A adoção tardia é um conceito usado quando há a adoção de crianças com mais de 3 anos de idade.
Nessa idade as crianças já tem uma independência relativa ao de um bebê, muitas delas já consegue se alimentar, se locomover, falar com maior destreza e possivelmente já não usam mais fraldas. Muitas vezes essa relativa autonomia da criança alimenta o ideal de alguns pretendentes à adoção que desejam adotar uma criança que dê menos “trabalho” que um bebê. Esse é um ideal falho, uma vez que toda criança dá “trabalho”, independente da sua idade.

Longe de universalizar as adoções, pois sem dúvida, cada história de adoção é ímpar, única, singular, e bela. E também longe de romantizá-la (assim como a maternidade biológica), pois seria um desserviço, meu, aos pais, o processo de adaptação da criança adotada tardiamente é trabalhoso sim, exige um exalar de amor incondicional à uma pessoinha que com o pouco tempo de vida que tem, convive com a dor da angústia, da separação, da negligência, da desproteção, do desamor, e mesmo que ela esteja desejosa de ter uma família, ela irá testá-la para confirmar, se pode “usá-la” como um pote onde ela despejará seu amor, seu carinho, mas também seus medos, raivas, angústias, tristezas e incertezas.

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