Defender Direitos da infância: Brasil cai 64 posições em índice global

De acordo com o KidsRights Index 2016, de 2015 para 2016, o Brasil passou do 43º para 107º lugar do ranking que avalia os países em relação à garantia dos direitos da infância. Entre os pontos mais críticos do país, constatados pelo Comitee on the Rights of the Child (CRC) (Comitê de Direitos da Criança), estão: discriminação estrutural contra crianças indígenas e afrodescendentes, crianças com deficiência, lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e intersexuais; e crianças vivendo na rua, em áreas rurais e remotas e em áreas urbanas marginalizadas, incluindo favelas.
O índice é elaborado pela fundação internacional KidsRights, em parceria com a Erasmus University, e é divulgado anualmente. Em 2016, o número total de países avaliados foi 163, sendo que as cinco primeiras posições ficaram para Noruega, Portugal, Islândia, Espanha e Suíça, respectivamente. A pesquisa é baseada em dados quantitativos publicados pelo UNICEF e dados qualitativos publicados pelo Comitê dos Direitos da Criança da ONU em Concluding Observations para todos os países legalmente associados à Convenção da ONU sobre os Direitos da Criança.