179 crianças e adolescentes alagoanos esperam adoção ou volta ao lar

Segundo dados da Coordenadoria Estadual da Infância e Juventude (Ceij), 179 crianças e adolescentes, sendo 90 na capital e 89 no interior, com idade entre um e 17 anos, estão em unidades de acolhimento, aguardando o retorno à família de origem ou a destituição do poder familiar, para então poderem encontrar um novo lar. Destes, apenas 21, com idade entre 11 e 17 anos, estão aptos para adoção.
Ainda de acordo com o órgão, que é ligado à Corregedoria-Geral da Justiça de Alagoas (CGJ), 100 famílias estão habilitadas para a adoção no Estado. No entanto, nem sempre o perfil procurado - meninas brancas, com idade até três anos - é o mesmo das crianças ou adolescentes que se encontram nos abrigos, o que retarda as adoções. Em 2015, foram realizadas 281 adoções em Alagoas.
“Precisamos mudar a cultura da adoção, para que todas as crianças e adolescentes que estão institucionalizados tenham chance de encontrar uma nova família”, disse o juiz Carlos Cavalcanti, membro da Ceij e presidente da Comissão Estadual Judiciária de Adoção Internacional (Cejai).
Segundo o magistrado, esse será um dos assuntos debatidos no 6º Encontro Estadual de Adoção, que será realizado no próximo dia 25, a partir das 8h, na Escola Superior da Magistratura (Esmal). O evento, promovido pela Corregedoria com apoio do Conselho Estadual da Infância e Juventude (Cedca), reunirá juízes, conselheiros tutelares e equipes técnicas para debater alternativas para ampliar as possibilidades de adoção no Estado, por meio de palestras e da troca de experiências.