Quantidade de adoções saltou de 94, em 2011, para 105 no ano passado.

Somente de janeiro a maio de 2013, 

64 crianças já foram adotadas.

O número de crianças que receberam novos lares aumentou nos últimos anos no Amazonas. Em 2011, foram 94 adoções. No ano passado, o número subiu para 105 e somente de janeiro a maio deste ano, outras 64 crianças já foram adotadas no estado. Apesar de demorado, o trâmite judicial é a maneira correta para adotar uma criança ou adolescente.
Segundo a juíza da Vara da Infância e Juventude, Rebeca de Mendonça Lima,
a agilidade nos processos tem feito aumentar os casos de adoção. "Até porque a maioria indicada no cadastrado é de faixa etária de zero a 2 anos, do sexo feminino e cor branca. Temos que dá uma atenção especial, porque essa criança vai crescer, vai completar 2 anos de idade e vai sair do perfil que a maioria prefere", ressaltou.
Atualmente, 15 crianças e adolescentes estão aptas à adoção em Manaus e 40 pessoas habilitadas a adotar. A juíza da Vara da Infância e Juventude Cível, Rebeca de Mendonça Lima, explicou porquê, no Amazonas, muitas crianças ainda aguardam um lar. "Infelizmente, é por conta do perfil. Nós temos, dentre esses números, crianças que possuem algum problema neurológico, alguma disfunção e a procura não é, necessariamente, por essas crianças", disse.

Processo de adoção
Registrar uma criança com o nome dos pais adotivos sem passar pelo processo legal é crime. Para explicar o caminho correto, o Juizado lançou uma cartilha que mostra de forma didática o passo a passo da adoção. 
A administradora de empresa Marly da Costa é casada com o industriário Hudson Lima da Costa há 13 anos. Ela tem uma filha de 18 anos do primeiro relacionamento. O casal queria outro filho e decidiu adotar Maria Vitória, que tem três anos de idade. "Havia essa necessidade de ter alguém pra que eu me preocupasse, para dividir um pouco esse amor que está dentro da gente", destacou Marly.
Segundo o casal, o primeiro passo para adotar a criança, foi procurar o Juizado da Infância e Juventude. De acordo com Hudson, processo até a adoção foi longo, mas recompensador. "Quando você lança o perfil da criança, tem que ficar aguardando que essa criança esteja disponível no abrigo. Costumo dizer que Deus já vinha gerando a Maria Vitória pra gente", disse Hudson.
Durante a espera, o casal recebeu propostas de adoção ilegal. Foi necessário resistir às ofertas. "No nosso círculo de amizade e até na igreja a qual fazemos parte, nos ofereceram algumas crianças, mas não legalmente. Nós sempre díziamos 'não, nós vamos esperar'", disse contou Marly.
Fonte:  http://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2013/05/numero-de-casos-de-adocao-aumenta-no-amazonas-diz-juizado.html