8 coisas que pais adotivos jamais devem fazer

Sou mãe de duas crianças incríveis nascidas na China. Adotamos Sophie quando ela tinha 5 anos - agora ela tem 17. Simon tinha 4 quando o adotamos; hoje ele está com 14. Baseada na minha experiência, eis oito coisas que pais adotivos jamais devem fazer.
1. Contar a história do seu filho para todo mundo.
As circunstâncias que levaram seu filho a ser adotado são parte da história dele. A história não é sua e, portanto, você nada mais é que a fofoqueira da cidade se sair falando do assunto para qualquer um que perguntar. Vivemos em uma cultura que incentiva o compartilhamento, mas não é da conta de ninguém se a mãe de sua filha era uma adolescente de 16 anos que largou o bebê num restaurante de hotel frequentado por americanos para que ele fosse encontrado e levado para os Estados Unidos.
Assumo a culpa por ter falado demais. Uma das coisas que compartilhei além da conta foi a história dos meus filhos. O fiz com a mais nobre das intenções: passei anos desfilando meus filhos com a esperança de que outras pessoas também adotassem. Estava errada, por mais honrada que fosse minha missão. Me emendei. Hoje em dia, você pode conhecer meus filhos, ver o quão incríveis eles são. Mas, se eu sentir curiosidade da sua parte, corto logo de cara. Vou me gabar das conquistas deles. Mas as histórias? São deles, e confio no julgamento dos meus filhos para decidir se elas serão compartilhadas, e com quem.
2. Negar que você é egoísta ou fingir ser abnegada.
Odeio pessoas que dizem "Deus abençoe" para mim quando veem nossa família. O que elas querem dizer, na realidade, é que eu devo ser alguma alma bondosa que resgatou esses dois pobres órfãos. Esse tipo de pensamento é ofensivo - e completamente equivocado.
Para começar, adotei meus filhos porque queria uma família, e a adoção internacional era a única alternativa possível para mim. Não foi um ato de abnegação que me levou a ser mãe; te garanto que agi somente em interesse próprio. Em segundo lugar, não resgatei ninguém. Na verdade, como dizem muitas mães adotivas, nós é que fomos salvas, não o contrário.
3. Agir como se eles não tivessem tido pais antes de você.
Meus filhos nasceram de outras pessoas. É natural que eles queiram saber quem são seus pais naturais, onde eles moram, porque decidiram doá-los. É um buraco negro no coração de toda criança adotada que precisa ser preenchido com a luz do sol. Não sinto inveja nem raiva quando minha filha acende uma vela no bolo de aniversário para lembrar da mãe biológica. Não enlouqueço quando ela escreve um bilhete para a mãe e o guarda numa caixa secreta. Digo para meus dois filhos o que eu realmente sei sobre suas famílias, o que não é muito, infelizmente. Não especulo nem conto mentiras só para que eles se sintam melhor. E, se meus filhos decidirem se juntar aos milhares de outros chineses adotados que estão começando a buscar suas famílias biológicas, darei todo apoio.
Sou plenamente ciente de que, para que eu tivesse a minha família, duas mulheres do outro lado do mundo sofreram uma perda terrível. Não consigo imaginar a dor delas. Não sei o que lhes diria. Mas não vou ignorar sua existência.
4. Esperar gratidão ou apreciação por tê-los adotado.
Você pode esperar que uma criança adotada aprecie tudo o que você faz por ela, incluindo o rodízio para levá-la à escola e as incontáveis apresentações de dança que você teve de aturar - e o mesmo vale para um filho biológico. Mas você não pode nem deve esperar que eles sintam gratidão por terem sido adotados. Eles foram uma parte da transação sem direito a voz. Foram os bens negociados. Nunca puderam dar opinião sobre o que estava acontecendo com eles ou sobre o que seria seu futuro.
Sei que minhas crianças se perguntam como teriam sido suas vidas se elas não tivessem sido adotadas. Eu também penso nisso. De maneira geral, sei que eles estariam bem, pois ambos são sobreviventes. A adoção, para eles, foi uma troca. Ter a oportunidade de ter uma família significou abrir mão da cultura, da língua e de tudo o que era familiar para eles - comida, rostos, amigos --, literalmente da noite para o dia. A gratidão é uma faca de dois gumes.
5. Dizer que você "nasceu" para ser pai ou mãe de seu filho adotivo.
Muitos pais e mães adotivos procuram ligações com a criança que adotaram. Entendo essa necessidade. O que não entendo é o desprezo pelos pais biológicos das crianças. Se você "nasceu" para ser mãe da criança, porque outra mulher a deu à luz? Será que foi um plano perverso de Deus causar sofrimento a uma mulher da Guatemala, da Coreia ou do Kansas só para que você pudesse ser feliz?
Acredito que há maneiras de demonstrar o quanto amamos nossos filhos. Digo aos meus o tempo todo que eles são a luz da minha vida, que sou honrada de ser mãe deles, que os amo mais do que minha própria vida. Mas passo longe do sobrenatural ou da intervenção divina. O que nos uniu foi um burocrata chinês casando dossiês de pais com papeis de órfãos. Nada mágico.
6. Tratar mal os idiotas.
Tenho pavio curto e, como escritora, disponho de um enorme arsenal de palavras. É sempre tentador ser grossa com os idiotas que fazem perguntas pessoais sobre seus filhos. Mas, antes de adverti-lo a não fazer esse tipo de coisa, permita-me pedir desculpas à mulher no supermercado que, em 2004, viu minha filha chinesa sentada no meu carrinho e me perguntou se o pai dela era asiático. Minha resposta: "Não sei, não reparei direito na cara dele, se é que você me entende (piscadinha)". Bom, é claro que ela saiu andando.
Me arrependo de ter me comportado assim. Me arrependo por uma única razão: milha filha viu tudo. Apesar de ela não ter entendido o sarcasmo, ela pegou o tom. A vida é curta demais para responder a idiotas.
Quem adota crianças que não se parecem consigo sempre vão ouvir perguntas. Algumas são difíceis de engolir. "Quanto ele custou?" "Por que você não adotou uma criança americana?" "Ela fala asiático?" (Por onde começar a responder uma dessas?)
Você não deve explicações a ninguém. Aprendi a lição e a ensinei aos meus filhos: a história é deles. Eles podem falar o quanto quiserem, mas não têm obrigação de responder para ninguém, mesmo que seja um adulto ou um professor quem estiver perguntando. Sim, professores são os piores na hora de invadir privacidade.
Meus filhos e eu agora respondemos as perguntas com outras perguntas. "Por que você quer saber?" geralmente serve para acabar com a conversa. Ou então explicamos que não queremos falar do assunto. "Considero sua pergunta muito pessoal." Dá vontade de gravar a reação de um adulto quando ele ouve isso de uma criança de cinco anos. É muito engraçado.
Mas a regra de não ser grossa com idiotas tem uma exceção. Essa não pode passar em branco: "Por que você não adotou uma criança americana? Muitas crianças americanas precisam de uma casa".
É uma pergunta que costuma ser feita por ignorantes. Crianças americanas são adotadas o tempo todo logo depois do nascimento. Crianças americanas mais velhas às vezes entram no sistema de assistência social - um processo considerado frustrante por muitas famílias que querem adotar. Mas, mais importante, a pessoa que fez a pergunta não tem nenhum interesse em informações sobre adoção e provavelmente está só acenando com uma bandeira patriótica na sua cara.
7. Pensar em seu filho como um filho adotivo.
Ele é seu filho. Ponto. Toda criança, não importa de onde tenha vindo, é parte da sua família. Filhos adotivos não deveriam ter esse adjetivo. Alguns podem ter problemas ligados ao fato de que foram adotados, mas a maioria, não. É melhor para todo mundo se você parar de achar que qualquer problema de desenvolvimento tem a ver com a adoção. Crianças hiperativas, adolescentes rebeldes, filhos com dificuldades para ler - nem tudo está relacionado à adoção e tudo vai ficar mais fácil se você aceitar isso.
8. Achar que dá para devolver um filho adotado.
Criar filhos - biológicos ou adotados - é o trabalho mais difícil da sua vida. Quando você dá à luz seu filho, a ideia é que você vai amá-lo e lidar com qualquer problema de saúde ou de desenvolvimento que ele venha a ter.
A ideia deveria ser a mesma nas famílias que adotam. Mas existem uma coisa chamada ruptura na adoção que me deixa nauseada. É quando uma família adota uma criança mas não dá conta dela - e aí tenta encontrar caminhos (geralmente online) para passá-la para outra família.
A Reuters publicou uma reportagem a respeito um ano atrás. Muito do problema está relacionado à falta de apoio para as famílias, que claramente não estão preparadas para as crianças. Também culpo as agências de adoção por não fazerem uma seleção mais rigorosa dos que se candidatam a adotar.
Mas o que me aterroriza é a ideia de que pais anunciem seus filhos indesejados na internet e driblem o governo para passá-los para outras famílias. Que tipo de dano acontece quando uma criança passa de casa em casa?
A adoção é só um meio para trazer uma criança para sua família. Não conheço classificados online para crianças biológicas, então como é possível que eles existam para crianças adotadas?

Muitas partes do processo de adoção não se parecem em nada com dar à luz uma criança. Mas uma coisa deveria ser idêntica: nossos filhos são nossos filhos para sempre.
Fonte: http://www.huffpostbrasil.com/

Crianças adotadas: saiba qual o momento certo de contar

A primeira pergunta que deve ser respondida é: A criança precisa saber que é adotada? Sim. Guardar em segredo o ato a adoção não é nada saudável para a família. Quando existe esse segredo, o assunto se torna um tabu e o sentimento de inquietação – e até mesmo inadequação – se instala nas crianças adotadas.
Crianças adotadas: o dilema de contar
Adotar uma criança é uma demonstração de amor. É por isso que esse ato deve ser tratado com total responsabilidade e ser muito bem planejado.Em algum momento da vida, os pais adotivos irão se deparar com o grande dilema de contar ou não para o filho que ele é adotado. O ideal é que a adoção não seja um segredo e, muito menos, um tabu em casa, para que isso não atrapalhe o desenvolvimento da criança. É importante que as crianças adotadas saibam que são frutos de uma adoção o quanto antes.O momento da revelação é difícil, mas necessário. É isso que os pais têm que ter em mente. Não existe, infelizmente, uma fórmula mágica para fazer essa revelação. Tudo depende do momento que a família está vivendo, dos questionamentos que a criança já demonstra e da idade da criança.É importante, para os pais que encontrarem alguma dificuldade, procurarem um psicologo para falarem de adoção com filhos. Esse profissional da saúde ajudará a família a passar por essa situação da melhor forma.Se a criança for pequena e aparentemente ainda não compreender o que é uma adoção, a história pode ser contada de forma lúdica. Ou então os pais podem mostrar fotos de quando ela ainda estava em orfanatos ou abrigos. É essencial que os pais expliquem que não são os pais biológicos, mas que sãos os “pais de criação ou de coração”.
Na maioria dos casos, as crianças adotadas, de alguma maneira, já desconfiam e já sabem da verdade. Para evitar conflitos, é melhor que os pais contem a história toda. Muitos pais têm medo de que os filhos adotivos os rejeitem quando descobrirem que, de fato, são adotados. Entretanto, os pais devem se lembrar que os laços afetivos criados com as crianças adotadas são muito fortes e foram construídos com muito amor, confiança e dedicação.
Crianças adotadas e suas origens
Todos têm a necessidade de saber suas origens. Os pais têm o dever de contar aos seus filhos de onde vieram e, se possível e for de interesse da criança, quem são seus pais biológicos. É unanimidade entre os especialistas que as crianças adotadas saibam sobre a adoção pelos pais. Se o filho adotivo já se encontrar na adolescência, é natural que haja um interesse por parte dele em saber mais sobre os pais biológicos. A adolescência é a fase onde buscamos descobrir a nossa identidade. Por isso, o interesse nos pais biológicos é completamente compreensivo. Portanto, pais, não tenham medo de contar a verdade ao seu filho. Revelar a adoção reforça os laços de confiança entre vocês e ele. A sinceridade é um ponto muito impontante para a união da família.

Precisamos falar sobre adoção

De acordo com o Conselho Nacional de Justiça, atualmente, há mais de 31,6 mil pretendentes a pais e mães adotantes em diferentes partes do Brasil e cerca de 5,5 mil crianças disponíveis para adoção. Infelizmente, os critérios para os pais como cor e idade e os entraves jurídicos e as custas de todo o processo são as principais dificuldades para que isso não seja efetivado de maneira mais eficiente.
O deputado estadual Flavio Serafini entende que esta é uma das maneiras de pensarmos em como dar uma vida digna às nossas crianças e jovens, dando oportunidade de ter um lar, cuidado, amor, elementos fundamentais para a constituição de uma família. Por conta disso, em menos de um semestre, já apresentou duas iniciativas relacionadas à adoção. A primeira é licença paternidade de 30 dias para pais naturais ou adotantes e, neste última quinta-feira, dia 18/6, um projeto de lei que isenta os custos judiciais e de cartório para fins de adoção, guarda e tutela.

MANUELA - Regina Renno

Manuela é uma menina que foi adotada muito pequena e, aos poucos, vai se dando conta que a cor de sua pele é diferente da de seus pais. A partir daí, a autora levanta questões importantes à família, de forma poética, ressaltando o respeito como fundamento essencial dessas relações.

Mulheres falam das alegrias e desafios de adotar uma criança


Assim que a porta se abre na casa de Adriana Parreira, na Ilha do Governador, os meninos Davi, de 10 anos, e Júlia, de 6, vêm correndo receber os visitantes. Embaixo dos braços, trazem orgulhosos os álbuns que reúnem fotografias deles desde antes de formularem uma memória propriamente dita. “Foi presente da mamãe”, contam os dois entre sorrisos.
O mimo foi o primeiro que Adriana deu a Davi, quando ele já tinha 5 anos de idade. Sem mais contato com os pais biológicos e vivendo em um abrigo, quis o destino que o caminho do menino cruzasse com o da jornalista, em 2011, enquanto a futura mamãe realizava um trabalho voluntário no Lar Divina Luz, na Ilha do Governador.
— Integro um grupo espírita que faz caravanas a orfanatos. Nós frequentávamos um orfanato na Ilha que fechou e me pediram para procurar outro. Foi quando chegamos ao lar onde o Davi estava. Na primeira vez que nós nos vimos, ele já chamou a mim e ao meu marido (o biomédico Caio Ramasine) de mãe e pai e perguntou se poderíamos trazê-lo para casa — relembra Adriana.
— Esta foto aqui é de quando a minha mãe fez uma festa para mim ainda no abrigo onde eu morava — conta Davi, mostrando uma imagem em que aparece ao lado de Adriana, cantando “Parabéns a você”.
— Aqui foi quando minha mãe brincou comigo e eu ainda era bem pequenininha — conta Júlia.
Apesar de conhecer a menina desde que ela mal balbuciava, a adoção demorou um pouco mais a acontecer. Ela ainda era um bebê quando Adriana e Caio faziam as primeiras brincadeiras com seu irmão biológico, o Davi. Por isso a Justiça impedia o contato entre a menina e aqueles que seriam seus pais. No entanto, assim como aconteceu com o menino, a identificação entre eles foi forte e imediata.
— A primeira vez que nós a vimos foi em uma festa de Natal. Quando a coloquei no colo, ela se enganchou em mim. Em todas as fotos daquele dia, ela aparece colada em mim, na minha cintura. Foi um grude — lembra Adriana.
Casados há oito anos na época, Adriana e Caio buscavam uma gravidez. Vários métodos foram tentados sem atingir o objetivo desejado. Até que, após acompanhar o sofrimento da mãe (injeções, remédios e frustrações), Mariana, filha de uma união anterior de Adriana, sugeriu que iniciassem um processo de adoção.
— A Mariana virou um dia e falou “Por que vocês não param com isso? Por que não adotam uma criança? É muito mais simples”. Foi neste momento que veio o clique e resolvemos correr atrás de toda a papelada — conta.
O momento mais tenso aconteceu quando os irmãos foram transferidos de abrigo, o que jogou o processo, que já estava em andamento, para outra vara judicial (os documentos saíram do Centro para Madureira). Na nova jurisdição, foram informados de que a prioridade para eles adotarem as crianças era apenas na Vara do Centro. Em Madureira, voltariam para o fim da fila.
— Ficamos desesperados. Quando conseguimos rever os meninos, eles vieram gritando: “Mãe! Pai!”. Aí foi uma questão de aguardar. A própria assistente social do novo abrigo fez um parecer positivo solicitando à juíza que pudéssemos ficar com as crianças — recorda Adriana. — Essas duas figurinhas se tornaram os maiores presentes que nós recebemos na vida.
Uma outra Adriana, também moradora da Ilha, prova que a adoção pode ser mágica para os filhos e para os pais. Quando o desejo de ter filhos aflorou no dia a dia do casal Adriana César de Brito e Sérgio Cavalcante, a realidade se mostrou mais dura que a expectativa. A turismóloga chegou a fazer intervenções cirúrgicas para tentar engravidar, mas não obteve resultado. Até que um dia Sérgio, um professor de música, deu aulas a uma criança que havia sido adotada.
— Cada mulher tem uma necessidade. Tem aquela coisa de ver a barriga crescer, da amamentação. Mas quando o Mateus chegou, percebi que só o que eu queria era ser mãe. O Mateus nasce a cada dia. Nasce a cada coisa nova que a gente ensina — avalia.
Filho de mãe soropositiva, Mateus, aos 18 meses, recebeu o resultado negativo para o teste de detecção do HIV. Hoje, aos 4 anos, o menino já toca as primeiras notas no piano de Sérgio. “Ainda é cedo para saber se ele vai gostar de música”, observa o pai coruja.

"Drufs", Eva Furnari (editora Moderna)

A escritora e ilustradora Eva Furnari é um dos maiores nomes da literatura feita para crianças no Brasil, e o reconhecimento não é à toa. Eva é criadora de alguns dos personagens que mais marcaram época desconstruindo estereótipos, como a bruxinha Zelda. Em seu livro mais recente, não seria diferente. "Drufs" é uma grande brincadeira com o que se entende hoje em dia por "família". Aqui, os pequenos são apresentados às mais diferentes composições familiares, e para desviar do didatismo que o assunto pode inspirar, a autora usa o humor. "Os Drufs são seres parecidos com a gente, só que menores", ela brinca, já com o intuito de despertar a empatia e o reconhecimento nos pequenos leitores.

Aqui, são as próprias crianças que contam como são suas famílias: Família Padoca, Família Ui, Família Gorrinho. O que será que elas têm de comum e diferente? “Minha família tem três pessoas, contando eu e descontando meu pai, que já morreu. No ano que vem vai ter quatro pessoas de novo, porque a minha prima do interior vem morar com a gente", diz o trecho que conta como são as coisas na Família Zum. Um livro para desconstruir ideias prontas e lembrar que a diferente é o denominador comum daqueles que decidem viver juntos.