Livro infantil ajuda a superar o tema da adoção


São Paulo, julho de 2010 – Para muitas famílias há o importante desafio de contar aos filhos quando os mesmossão adotados. Em muitos casos pode haver revoltas, brigas e traumas para a vida toda. Pensando nas dificuldades que afligem tantos pais, a editora gaúcha Artmed lança o livro “Tudo sobre adoção”, dos especialistas Marc Nemiroff e Jane Annunziata. A obra faz parte da coleção Artmed Kids.
Referendado pela Associação Americana de Psicologia, a obra visa ao melhor entendimento por parte das crianças sobre o como e o porquê da adoção. Os pequenos recebem explicações e orientações feitas sob medida para eles assimilarem a descoberta e superar preconceitos e mágoas.
Além disso, a obra apresenta uma pequena orientação os pais, por meio de notas, sobre como lidar com os efeitos da novidade dentro de casa e auxiliá-los a responder as perguntas mais desafiantes feitas pelas crianças.

Meu Filho do Coração. Um Livro Para Pais e Filhos Adotivos(Português)

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A adoção é uma das escolhas mais amorosas que podemos fazer. Mas há questões que podem parecer complicadas para o filho adotivo quando ele ainda é pequeno. Por isso, Kevin Leman, psicólogo clínico, e seu talentoso filho Kevin Leman II, autor e ilustrador, resolveram escrever este livro juntos. Meu filho do coração explica, com graça e ternura, e numa linguagem muito próxima da criança, a principal razão que leva uma família a adotar: o amor. Trata-se de uma obra para ser lida com a criança, de modo que os pais possam falar-lhe não só do amor, mas da importância e do lugar que ela ocupa como um desejado membro da família. A MC preparou uma surpresa para pais e filhos curtirem juntos! Que tal colorir uma das ilustrações do livro? Basta clicar aqui e imprimir a ilustração no formato A4.
  
  • Capa comum: 32 páginas
  • Editora: Mundo Cristão; Edição: 1ª (1 de janeiro de 2015)
  • Idioma: Português
  • ISBN-10: 8543300916
  • ISBN-13: 978-8543300917
  • Dimensões do produto: 19,8 x 20,6 x 0,4 cm
  • Peso do produto: 141 g

O simples fato de gerar um filho não faz de ninguém um pai ou uma mãe.

A adoção é uma modalidade de filiação inferior? Gerar um filho faz de alguém pai ou mãe? É possível criar um filho que foi gerado sem nunca adotá-lo como filho? Ou cria-se um filho simplesmente porque foi gerado por alguém que não tem coragem de abandoná-lo? E o adotado, é alguém digno de pena? Questões como essas fazem parte de meu cotidiano pessoal e profissional. De um lado, sou questionada acerca disso por causa das experiências de adoção em família; por outro, trabalho com pessoas inférteis que não conseguem gerar filhos, mesmo com todas as possibilidades da medicina de hoje.

A adoção é uma escolha. Pode até ser uma escolha com alguma motivação diferente da que deveria ser – adotar para conceder paternidade a uma criança que foi gerada por outros. Mas, trata-se sempre de uma escolha. Por isso, aqueles que passam por todos os requisitos legais exigidos também têm a liberdade de desistir antes de serem considerados aptos a assumir a paternidade de uma criança – e, mesmo quando já ultrapassaram essa etapa e são chamados para conhecer alguma criança disponível para adoção, ainda podem desistir.

É possível também desistir de uma criança que foi gerada no próprio útero. Alguns são abortados antes de nascer; outros, abandonados logo que vêm à luz. Em casos extremos, recém-nascidos podem ser até mortos por aqueles que os geraram. Nestas três situações, valores sociais, morais e religiosos são ignorados por quem os transgride, além das leis penais vigentes no país, que criminalizam tais práticas. Isso sem falar na violência contra a própria consciência de que as pratica. Todavia, uma coisa é certa: o simples fato de gerar um filho não faz de ninguém um pai ou uma mãe. É possível gerar, criar, mesmo assim, nunca – mas nunca, mesmo –, adotar, afetivamente, o próprio filho. Toda criança, de fato, precisa ser adotada pelos pais biológicos; e, na ausência destes, por outros pais.

É preciso desfazer o engano preconceituoso de que toda criança adotada trará problemas sérios para seus pais. Há bem pouco, no trágico assassinato do bispo anglicano Robinson Cavalcanti, uma manchete acrescentou "filho adotivo" nas características do acusado pelo crime. Curiosamente, nunca se coloca que determinado criminoso que executa os pais é seu "filho biológico", ainda que seja este o caso. Parece bem claro que a menção de que o filho é adotivo, nesse tipo de contexto, revela a crença de que o crime poderia ter como causa a adoção.

Não temos como avaliar as escolhas que as pessoas podem fazer na vida adulta. É claro que pais e mães – biológicos ou adotivos – falham. E falham porque todos os pais são humanos e possuem um lado caído, assim como seus filhos, sejam os gerados pelos pais biológicos ou os filhos por adoção. Naturalmente, é impossível conhecer que tipo de comportamento e modo de agir terão no futuro. Pais e filhos jamais serão perfeitos. Mas estou certa de que uma criança que experimenta a aceitação e o amor dos pais, biológicos ou não – mesmo que já tenha sofrido alguma rejeição, seja lá de que maneira for –, têm a possibilidade de superar a dor e se tornar também amorosa.

Geralmente, os amigos de familiares que escolhem adotar uma criança cometem dois erros. No primeiro, olham a criança como uma coitada que encontrou um espaço naquela família. Porém, uma criança adotada não é uma coitadinha. Ela pode até ter sido vítima de pais irresponsáveis ou pessoas insensíveis; pode ter passado por toda sorte de maus tratos e privações. Sim, pessoas adotadas podem carregar na própria história muitas carências; mas toda e qualquer vivência, na experiência humana, pode cooperar com o jeito dela de ser. E, em muitos casos, o que poderia ser tão ruim acaba por contribuir para que aquela criança, que logo será um jovem e um adulto, tenha uma vida livre de danos para si mesma e para os outros. Um segundo erro é a atitude de ver a criança adotada como alguém de muita sorte. Ora, se quem é adotado tem sorte, a família que adota também tem. A criança encontrou a família, e a família encontrou a criança – e os dois lados envolvidos vão experimentar sentimentos prazerosos e doloridos na caminhada da interação entre pais e filhos.

Há esperança para todos os que se envolvem ou são envolvidos na maravilhosa relação de adoção. Davi, rei de Israel, sabia disso muito bem. Por isso, foi capaz de afirmar, no Salmo 27.10: "Ainda que meu pai e minha mãe me desamparem, o Senhor me acolherá".

Pergunta: "O que a Bíblia diz sobre adoção?"

Resposta: Adoção pode ser uma boa alternativa para pais biológicos que, por vários motivos, talvez não possam cuidar de seus filhos. Pode também ser uma resposta de oração para muitos casais que não podem conceber seus próprios filhos. As Escrituras falam de adoção de uma forma bem favorável e como uma forma que Deus usa as pessoas para fazer Sua vontade e trazer-Lhe glória.

Há uma história no livro de Êxodo sobre uma mulher hebréia chamada Joquebede, a qual deu à luz a um filho durante o período que o Faraó (o rei) tinha ordenado que todos os bebês machos fossem mortos para controlar a população (Êxodo 1:15-22). Joquebede preparou uma cesta com barro e betume, e pôs o bebê às margens do rio. Uma das filhas de faraó viu a cesta e apanhou a criança. Ele acabou sendo adotado à família real e chamado de Moisés. Ele se tornou um servo fiel e abençoado de Deus (Êxodo 2:1-10).

No livro de Ester, uma linda menina chamada Ester, a qual foi adotada pelo seu primo depois da morte de seus pais, tornou-se uma rainha e Deus a usou para trazer libertação ao povo judeu. No Novo Testamento, o filho único de Deus, Jesus Cristo, foi concebido através do Espírito Santo ao invés da semente do homem (Mateus 1:18). Ele foi adotado e criado pelo marido de Sua mãe, José, o qual cuidou de Jesus como seu próprio filho.

Quando entregamos nossos corações a Cristo, acreditando e confiando nEle para nossa salvação, Deus diz que nos tornamos parte de Sua família – não através do processo natural de concepção humana, mas através de adoção. “Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, {Aba; no original, Pai} Pai” (Romanos 8:15). Incluir uma pessoa à família através de adoção é feito por escolha própria e por amor. “...nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade” (Efésios 1:5).

É bem claro que adoção – tanto no sentido físico como no espiritual – é mostrada de uma forma favorável por todas as Escrituras. Tanto aqueles que adotam quanto os que são adotados podem receber bençãos e alegria em abundância.

Diferentes mídias, diferentes abordagens!

Por se tratar de um tema delicado, pode-se dizer que a discussão sobre adoção ainda acontece de maneira tímida em todos os tipos de mídia. No caso da mídia primária, o assunto muitas vezes é omitido entre seus interlocutores pois implica em uma certa intimidade e normalmente carrega um peso de confissão, um retorno à memórias que podem ser pouco agradáveis. Como toda comunicação humana começa na mídia primária e é ela a responsável por realizar o nível de contato mais sensorial e íntimo, é inevitável que de alguma forma o assunto continue carregando características que dificultam o debate também ao longo das outras mídias.
Na mídia secundária, por exemplo, o tema acaba sendo abordado de forma rasa por jornais e revistas. Ainda há muitos pré-julgamentos envolvidos quando o assunto é adoção e defender ou expor uma posição pode acabar comprometendo um veículo, sendo assim, sua linha editorial muitas vezes fala mais alto do que o emissor por trás da informação. Não podemos afirmar que a mídia ignora o tema, mas ainda falta muito para considerarmos a cobertura como positiva.
Quando a extensão da comunicação atinge a mídia terciária, o debate ganha “voz” novamente e há um retorno da escrita conjugada ao audiovisual. A importância dessa mídia para o debate é enorme, já que ela é a única capaz de alcançar milhões de pessoas e ultrapassar barreiras de tempo e espaço.
Quando o tema adoção e casamento homossexual se unem, temos uma discussão ainda mais inflamada e todos os pontos apontados acima são potencializados. De certa forma, gera-se uma ambivalência pois o tema ainda é tratado como delicado pela mídia, porém, desperta ainda mais o interesse por parte da sociedade.
Na reportagem especial feita pelo programa Ana Maria Braga, em outubro de 2010, a apresentadora se mostra confortável ao falar do assunto, apresenta casais homossexuais que realizaram adoção e conta a história de vida dessas pessoas. Por se tratar de um programa de TV matinal, o esperado seria que o assunto simplesmente não fosse pautado, porém a apresentadora com toda sua experiência e carisma, já possui confiança e intimidade do público suficientes para falar sobre eles sem problemas. Contar uma trajetória de adoção em seu programa possui outro peso, já que na mídia terciária a apresentadora se tornou uma referencia, pois é vista como um exemplo de dona de casa e uma líder de uma classe.

ADOÇÃO - Há 5,4 vezes mais pretendentes do que crianças aptas à adoção

http://www.crianca.mppr.mp.br/modules/noticias/article.php?storyid=476
De acordo com dados do CNA (Cadastro Nacional da Adoção), ferramenta criada pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) em 2008 para centralizar e diminuir a distância entre aqueles aptos à adoção e os pretendentes, há 5.426 crianças ou adolescentes esperando uma família e 29.440 que esperam uma criança, o que representa um número 5,4 vezes maior. À primeira vista, pode parecer que a conta não fecha, porém os pretendentes exigem um perfil que não é facilmente encontrado nos abrigos país afora.
Neste sábado (25/05), comemora-se o Dia Nacional da Adoção. Se por um lado há que se comemorar a existência de uma ferramenta como o CNA, lançado em 29 de abril de 2008 com objetivo de agilizar os processos de adoção por meio do mapeamento de informações unificadas, por outro, em cinco anos, foram adotados apenas 1.987 crianças ou adolescentes...

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